Benjamin McKenzie fala sobre projetos atuais
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Entrevista com o astro de The O.C. mostra seus primeiros passos no distanciamento da s?rie.
Bem vindo a ficcional Universidade de Northwest Washington, bitch! Benjamin McKenzie, mais conhecido como Ryan Atwood de The O.C., participa como estudante de t?cnica forense no triller 88 Minutes, de Al Pacino.
A equipe de reportagem do ew.com se encontrou com Ben para ver se ele era mais generoso com as palavras do que Ryan. E ele foi!
ENTERTAINMENT WEEKLY: Voc? gravou sua participa??o em 88 Minutes em 2005, certo?
BEN MCKENZIE: Sim, filmamos j? h? um tempinho. Est?vamos gravando The O.C. em L.A., e eles estavam gravando o filme em Vancouver, mas houve um per?odo de tempo em que pude participar das grava??es, geralmente aos finais de semana. Foram dois meses de trabalho direto, sete dias pro semana. Nunca trabalhei tanto como naquela ?poca.
Foi estranho para voc??
Foi muito estranho. Eu passei quase metade do tempo achando que estava sonhando acordado, como se eu n?o estivesse mesmo trabalhando com Al Pacino e aquilo tudo fosse minha imagina??o.
Voc? ficou assustado quando caiu a ficha de que estava realmente trabalhando com ele?
Absolutamente. Eu tive um tempinho para ensaiar com ele antes de come?armos a gravar, isso j? na primeira vez em que fui para l?. Eu estava fazendo um ajuste de figurino quando o diretor [Jon Avnet] me chamou e disse que Al queria ensaiar. Acabou sendo eu, Al, o diretor e o diretor de fotografia com seus equipamentos. Eu estava errando todas as minhas falas, mas ele foi muito gentil nessa hora.
Tem uma cena em que est?o s? voc? e ele ? voc? em uma moto e ele andando em sua frente o tempo todo. Isso sim deve ter sido estranho.
E foi, tamb?m foi uma das coisas com que eu me preocupei. Nunca tinha dirigido uma moto antes e, por estar trabalhando em The O.C. e gravando o filme ao mesmo tempo, acabei n?o tendo como aprender do jeito que eu deveria ter aprendido. N?s ficamos adiando a data desta grava??o e eu acabei praticando em uma bicicleta. Ent?o, pouco antes de come?ar a gravar eu tive que aprender com muita dificuldade, o que me deixou literalmente convencido de que eu iria bater em alguma coisa e acabar matando o Al.
E voc? passaria a ser o cara de The O.C. que matou Al Pacino!
Pois ?, e eu nunca iria arranjar outro emprego em Hollywood. Uma vez que voc? mata Al Pacino, voc? j? fez praticamente de um tudo. Ali?s, n?o precisaria nem ser o cara de The O.C.. Poderia ser qualquer um, tipo “Sabe aquele cara? Um que matou o Al Pacino? Um que matou um dos melhores atores de todos os tempos?”
Ha!
De qualquer forma, Al viu o quanto eu era ruim mesmo andando de bicicleta, ent?o fizemos uma parada e quando voltamos para gravar, depois de um ensaio, ele usou um dubl? para gravar a abertura da cena e eu gravei o resto.
Eu acho que se Ryan Atwood tivesse permanecido em Chino, ele estara por a? dirigindo uma moto.
Provavelmente. N?o igual a que eu dirigia no filme, que ao que parece ? um modelo italiano. Ele provavelmente estaria dirigindo um modelo mais pesado, como uma Harley. Mas ? verdade, se eu tivesse sido mais honesto com meu Ryan Atwood, eu saberia como dirigir uma moto.
Como um f? de The O.C., foi muito engra?ado assistir voc? interpretando um estudante-sabe-tudo-desbocado.
Sim, foi legal interpretar um cara mais velho, que fala mais e que n?o responde com palavras monossil?bicas.
Eu fiquei um tanto surpreso por voc? s? aparecer por 8 minutos em 88 Minutes.
Eu sei. Assistindo o trailer eu achei que exageraram na apari??o do meu personagem. Quando eles me ligaram para falar sobre o filme, eles me disseram que a maioria das cenas seriam de Al Pacino, e eu aceitei. Foi a raz?o por fazer o filme.
Um de seus projetos mais recentes ? um filme chamado Johnny Got His Gun [que ? baseado em um romance de 1930, escrito por Dalton Trumbo, e j? foi adaptado para cinema em 1971]. Esse filme vai ser lan?ado em cinemas?
Eu n?o sei. N?s gravamos logo nas primeiras semanas do outono passado. ? uma vers?o da pe?a de teatro baseada no livro [de Dalton Trumbo]. Foi um livro muito importante, especialmente na ?poca da guerra do Vietnam, e foi transformado em um mon?logo interpretado por Jeff Daniels. Ent?o decidimos gravar a hist?ria comigo no papel. Eu fico em um teatro todo escuro, sem plateia. ? uma esp?cie de h?brido entre Dogville, de Lars von Trier e Monster in a Box, de Spalding Gray. N?o ? uma pe?a, nem um filme comum. Foi muito legal para mim, algo diferente.
O personagem deve ter passado por grandes desafios - Voc? interpreta um sobrevivente que perdeu todos os membros e partes do rosto.
?, basicamente ele n?o tem nem a habilidade de falar. Ele se comunicava por c?digo morse, batendo com a cabe?a na cama. Ele n?o tem olhos, nariz, orelhas, boca. Mas por ser uma esp?cide de pe?a, eu apare?o como sou, com o corpo e as capacidades completas.
E como voc? entrou no projeto?
O diretor [Rowan Joseph], que ? envolvido com a cena teatral de L.A. ? e tamb?m com a de Nova Iorque ? se aproximou de mim com a proposta de fazer um filme sobre a tal pe?a. E eu amei o livro e a pe?a. Eu me apaixonei pelas palavras, sabe? Dalton Trumbo foi um dos melhores roteiristas e romancistas de sua era, e o livro tem por si s? uma posi??o na hist?ria americana.
Johnny Got His Gun j? foi adaptado para cinema em 1971 ? Voc? chegou a ver esse filme?
Para ser sincero, s? vi algumas cenas. ? dif?cil chegar at? este filme. Eu vi partes dele que est?o em um v?deo do Metallica [Clipe da m?sica ''One,'' que inclui peda?os do filme]. ? algo bem diferente de um filme, desvestido de tudo o que caracteriza o cinema. S?o apenas as palavras e algu?m interpretando diante de uma c?mera.
? s? voc? na maior parte do filme?
S? eu. No filme inteiro.
Isso ?… incr?vel?
[Risos] Bem, espere para ver. Foi um desafio. N?o tem nada por tr?s. Ou faz sucesso ou fracassa por si s?. Espero que funcione. Eu cheguei a ver algumas partes e gostei. Olhando para algumas de minhas escolhas, desde The O.C. eu tenho escolhido apenas o que me desafia como ator e, se n?o funcionar, n?o funcionou. Eu prefiro procurar por algo um pouco menos ortodoxo e mais arriscado do que fazer sempre a mesma coisa.
E o que voc? me diz de The Stanford Prison Experiment?
Est? em pr?-produ??o por enquanto. Christopher McQuarrie, que escreveu The Usual Suspects e co-escreveu o filme Valkyrie, de Tom Cruise, est? trabalhando nisso desde o ano passado. Ent?o, vamos ver. ? um ?timo roteiro e uma linda hist?ria. ? sobre um experimento realizado em Stanford ? Portanto o t?tulo ? ideal! Eles basicamente querem simular o ambiente de uma pris?o, ent?o criaram uma pris?o falsa em um pr?dio afastado do campus da faculdade e colocaram de 10 a 20 alunos em grupos. Metade deles seria formada por policiais e a outra metade seria de prisioneiros, tudo isso por sorteio. A id?ia era ver como as pessoas respondiam a autoridade. Basicamente eles acabam precisando de ajuda interna em poucos dias, quando a coisa fica bem intensa ? os guardas abusam fisica e mentalmente dos prisioneiros, que por sua vez perdem a cabe?a. O que come?ou como um experimento se torna um fascinante estudo sobre o poder da din?mica de um pris?o e o que ela pode fazer com as pessoas.
Voc? vai voltar a fazer TV algum dia?
Provavelmente. S?o poucos os atores - Os George Clooneys ? que podem escolher o que fazer. A maioria de n?s est? apenas respondendo ao que h? por a?. Eu adorei ter o feedback imediato que The O.C. tinha, e mais a fundo, eu adorei ter um emprego para ir todos os dias. Mas isso tamb?m chega a um ponto onde se come?a a repetir as coisas, contar as mesmas hist?rias. Neste sentido, acho que tivemos um ponto legal para acabar, antes que virasse um 90210 (Barrados no Baile), com uns dez anos de dura??o.
Quem ? melhor com uma arma ? Al Pacino ou Mischa Barton?
Al Pacino tem uma pegada mais forte. Eu n?o sei de voc? viu a par?dia de SNL sobre a cena de The O.C. - foi fant?stica.
Sim, com a can??o Hide and Seek tocando sem parar!
Sim, foi hil?rio.
Voc? n?o tem problemas em ser chamado de “o cara de The O.C.” pelo resto de sua carreia?
Constantemente. Eu n?o consigo dormir de noite. N?o, na verdade, tudo o que posso fazer ? tentar coisas que sejam diferentes, quer seja um personagem pequeno, de um filme inpependente, ou trabalhando com Al Pacino. Eu tento trabalhar com base nos personagens e minha habilidade de dar vida para eles. Se as pessoas me colocam sob este r?tulo, n?o tenho muito a fazer sobre isso.
Fonte: ew.com
Quer ouvir sobre s?ries? No player abaixo est? o nosso variados n?mero 3:









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