Das comédias
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Considerações sobre The Office, How I Met Your Mother e Seinfeld
Sitcom não é meu forte. Prefiro rir (e, em geral, rio mais) com situações cômicas em séries dramáticas. Sem contar que eu já institui que Friends sempre será minha comédia preferida e, por conseqüência, todas as demais já chegam em desvantagem.
Em geral, vejo comédias sem muito interesse, não me apego aos personagens e não me desperta aquela sensação de tenho-que-ver-urgentemente-o-próximo-episódio. Ok, eu sei, sitcom tem que ser mesmo despretensioso e sua única função é divertir. Porém, acontece muito de eu começar a ver e largar a mão facilmente, sem dó e piedade e nem senti falta (Exemplos mais recentes: 30 Rock e Joey). Por isso, das 1849283024 séries que já vi e vejo, as comédias são o número ínfimo… Para ser mais exata, atualmente são só essas três citadas no subtítulo e são um recorde na minha vida! Vamos a elas. (É difícil ficar falando de comédias, na maioria das vezes se resume a “é engraçado, veja!” ou “nem é tão engraçado assim, veja sem compromisso”, mas vou tentar me aprofundar nos comentários).

The Office: A primeira temporada (só seis episódios) não diz muito e, talvez, eu tivesse desistido da série se não tivesse tido tantas boas referências. Já a segunda temporada encanta e a terceira conquista de vez (só para constar: a quarta e mais recente manteve o nível).
Uma das coisas que mais gosto em The Office é o fato de fugir dos padrões de sitcom (é um alívio não ter risadinhas, porque tem série que combina, outras definitivamente não, como é o caso). No começo, eu também não gostava do formato de falso documentário e da ausência de trilha sonora, agora já me acostumei e até gosto bastante.
The Office é quase uma comédia besteirol de humor sutil (contraditório, não?), é bem articulada e tem sacadas geniais. Pega fatos típicos de um ambiente de trabalho e os turbinam (exagerando na maioria das vezes, mas nada imperdoável), gerando altos momentos de constrangimento e vergonha alheia sem ser muito apelativo. Dwight é o cara! Michael Scott é um chefe abobado em busca de auto-afirmação. Jim e Pam formam um casal fofo. Adoro o ceticismo do Ryan e a música de abertura, assim como o cinismo dos personagens e as pegadinhas de Jim.

How I Met Your Mother: Impossível não lembrar de Friends assistindo a história dessa turma de amigos novaiorquinos. Impossível também não gostar de How I Met Your Mother. Não é nada arrebatador, mas é simpática e tem ótimas tiradas. É sitcom típico (com risadas ao fundo e tudo), porém a série tem uma narrativa peculiar, que dá dinâmica e permite explorar novas formas de fazer piadas. Apesar dela ter personalidade própria, é notável sua inspiração em Friends (ao invés do café, o ponto de encontro agora é um bar), mas se inspira direitinho, o que vindo de mim é um grande elogio.Ainda estou na segunda temporada, mas How I Met Your Mother já conseguiu me arrancar altas gargalhadas (tarefa difícil, viu?).
Então, resumindo, tudo gira em volta dos causos de cinco amigos (um deles está contando aos filhos a história de como conheceu a mãe deles). O destaque vai para o Barney. É característico de sitcom ter sempre um personagem mais bizarro/engraçadinho - e eu costumo não ir muito com a cara deles, mas o Barney é legal e tem sempre as melhores sacadas. Porém, os outros é que fazem a gente se apegar à trama que foca as venturas e desventuras dos relacionamentos (aqui entra namoro e a amizade). Enfim, é bem divertida e é uma pena ela viver a margem, merecia mais destaque e badalação.

Seinfeld: Depois de meses vendo, eu estou a uma temporada de terminar toda a série (falta só a oitava e penúltima temporada - por motivos de força maior acabei vendo a última antes, o que no caso de Seinfeld, não faz muita diferença, já que não existe uma trama).
Há uma áurea em cima de Seinfeld. A série sempre figura nas listas das melhores séries de todos os tempos. Não muito difícil encabeça essas listas. Mas deixa eu falar que eu não a acho essas coisas todas. Ok, ganha pontos pelo pioneirismo em certos termos, mas não é para tanto (não me atirem pedras!).
Bom, tirando essa minha, digamos, birra, Seinfeld faz piadas sobre o nada como ninguém. Algumas não são de riso fácil, outras bobildas e outras ficam no ponto certo. Fatos do cotidiano se tornam protagonistas, dando espaço para os quatro amigos tirarem sarro de tudo e todos, tudo com muita paranóia e apatia. Difícil não se identificar com um caso ou outro. O episódio final foi bem bacana e bem no espírito da série.
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Também concordo que há muitas séries cômicas medíocres por aí.
Mas “Friends” não era essa Coca-Cola toda, não.
Para ter uma idéia, há uma paródia do programa “Mad TV” que brinca com o fato de praticamente não haver atores negros no decorrer da série “Friends”. Seria uma série racista? Só vendo o vídeo para pensar a respeito. Se bem que acho que você detestará, mas o que fazer? Eu achei a paródia muito mais engraçada do que a série original, que era interessante nas primeiras temporadas e acabou alguns anos depois da época ideal. Ou seja passou do ponto.
Aliás, as paródias do “Mad TV” são muito melhores que as do “SNL”. Pena que o programa não passe mais no Brasil.
“Seinfeld” é uma série marcante, mas “Segura a Onda” é puro “Seinfeld” concentrado. A trilha sonora, a ausência de risadas pré-gravadas e a maior liberdade quanto ao conteúdo, por ser uma série da HBO, fizeram de mim um fã das encrencas em que Larry David se envolve em todo episódio. Se lançarem em DVD no Brasil, comprarei na hora.
De resto, concordo com o que você disse sobre “The Office”, a melhor série cômica da atualidade. Sinceramente, quando comecei a assisti-la, ela vinha na sequência de “My Name Is Earl” no canal FX. E eu preferia esta àquela. Hoje eu percebo que “My Name Is Earl” chegou a capengar durante quase toda a segunda temporada e só conseguiu melhorar um pouco depois da reviravolta na vida de Earl no último episódio dessa temporada.
Quanto a “The Office”, você tirou as palavras da minha boca.
Saudações.
[...] **Eu já falei de How I Met Your Mother por aqui? Não? Imperdoável! Meu novo sitcom preferido, talvez só perca para Friends no momento. Aliás, parece com a história do sexteto do Central Perk, mas agora é um quinteto que bate ponto num bar, na mesma Nova York, com o mesmo estilo de humor, mas com narrativa e personalidade própria. Estou adorando. Falei um pouco mais da série aqui. [...]
Adoro as paródias do “Mad TV”, mas ainda não vi essa de Friends. Agora, é meio exagero dizer que é uma série racista só pq não teve muitos atores negros (Seinfeld tb não teve, aliás, a maioria não tem), bom, mas vou procurar ver o video antes de falar mais algumas coisa.
Agora, não acho que a série ficou pior com o tempo, na verdade, eu prefiro as temporadas mais recentes às antigas. A quinta e a sexta são disparadas as melhores para mim e a segunda junto com a oitava são as mais fraquinhas.
Nunca vi a nova série do Larry David, nem My Name Is Earl, mas tenho vontade… vai entrar na lista.
No mais, valeu pelas considerações!